● O que nos diferencia

Como provar que o sorteio não foi escolhido a dedo

Todo sorteio tem alguém que desconfia — em geral um amigo do ganhador, em geral em público. A resposta não pode ser "confia em mim".

Um sorteio conferível não pede confiança. Ele entrega a conta e deixa qualquer um refazer.

É a diferença entre mostrar o resultado e mostrar como o resultado apareceu.

Os três códigos

O que vem no comprovante

Cada sorteio sai com três códigos. Juntos, eles prendem o resultado à lista: mudar qualquer coisa depois muda os códigos, e a conta deixa de bater.

1 · O código da lista

Um resumo de todos os participantes, na ordem em que entraram. Tirar um nome, acrescentar um nome ou trocar a ordem gera um código completamente diferente — não parecido: diferente.

2 · O código do acaso

O número aleatório que o sorteio usou, gerado pelo navegador antes de olhar a lista. É publicado junto, para que ninguém possa alegar que foi escolhido depois de ver quem estava concorrendo.

3 · O código do resultado

A soma dos dois anteriores com as regras aplicadas. É este que qualquer pessoa cola de volta na ferramenta para refazer o caminho inteiro.

Em linguagem de gente

Como a conta funciona

A lista vira um número

Existe uma conta matemática (chamada SHA-256) que transforma qualquer texto num código de tamanho fixo. Ela tem duas propriedades que interessam aqui: o mesmo texto sempre dá o mesmo código, e qualquer alteração, mesmo uma vírgula, muda o código inteiro.

É a mesma conta que assegura transações bancárias e assinaturas digitais. Não é invenção nossa: é padrão público, e qualquer pessoa pode rodá-la por fora e comparar.

O acaso vem antes da lista

O sorteio tira o número aleatório usando o gerador criptográfico do navegador — o mesmo dos bancos — e o publica. Como ele é gerado antes de a lista ser olhada, não dá para "procurar" um número que caia num participante específico.

Qualquer um refaz

Na tela de auditoria, o participante cola os códigos e a ferramenta percorre o mesmo caminho na frente dele: a lista, as regras, o número, o ganhador. Se o resultado publicado não for o mesmo, ela avisa em vermelho.

Não pedimos a sua senha. Não pedimos a sua conta. Nunca.

Nenhuma etapa do LuckySpot tem campo de login da Meta — nem para ler comentário, nem para sortear.

Sendo honesto

O que isto prova — e o que não prova

Nenhuma ferramenta séria deveria vender mais do que entrega. Então vale separar as duas coisas.

Prova: a lista não foi mexida

Se alguém tirasse um concorrente ou acrescentasse um amigo depois de ver o resultado, os códigos não bateriam. Isso é verificável por qualquer pessoa, sem depender de nós.

Prova: o resultado veio daquela lista

Com os mesmos códigos, a conta chega sempre no mesmo ganhador. Não existe "roda de novo até sair quem eu quero" sem que os códigos mudem.

Não prova: quem entrou na lista

Se o organizador escolher a dedo quem entra antes de sortear, o sorteio continua limpo do ponto de vista da conta. Por isso o comprovante traz a lista completa: é ela que os participantes conferem com os próprios olhos.

Não prova: que o prêmio foi entregue

Isso é com quem promove o sorteio. A ferramenta apura; a entrega é do organizador, e é por isso que o regulamento importa tanto.

Um a um

O que cada um dos três códigos responde

O comprovante tem três códigos, e cada um responde a uma pergunta diferente. Saber qual é qual é o que permite conferir sem acreditar em ninguém.

1. A semente

Vinte caracteres em quatro grupos, do tipo P6VVS-RP4PQ-3YHVS-E2STK. É gerada pelo gerador criptográfico do próprio navegador, com um alfabeto que não tem I, O, 0 nem 1 — justamente para ninguém errar ao copiar à mão.

A semente é a única coisa que precisa ser publicada antes. Publicada antes, ela prova que o resultado não foi escolhido depois de olhar a lista.

2. O hash da lista

Uma impressão digital de 64 caracteres da lista de participantes. Ela muda por completo se um único caractere da lista mudar — um nome a mais, um nome a menos, um espaço diferente. É o que prende o resultado àquela lista.

Repare no que isso significa na prática: você pode publicar o hash sem publicar a lista. Quem tiver a lista confere; quem não tiver, não recebe os dados dos outros participantes de bandeja.

3. O hash final do sorteio

A combinação dos dois, e a origem do embaralhamento. É o número que realmente decide a ordem dos nomes.

A conta

O cálculo inteiro, para você refazer

A conta é curta o bastante para caber aqui inteira. Tudo usa SHA-256, o mesmo algoritmo de impressão digital que o resto da internet usa.

  1. Cada participante vira o texto chave:bilhetes — a identificação e quantas chances ele tem.
  2. Essas linhas são ordenadas em ordem alfabética e unidas pelo caractere |. A ordenação é o detalhe que importa: sem ela, a mesma lista em outra ordem daria outro hash, e a conferência dependeria de reproduzir a ordem de digitação.
  3. hash da lista = SHA256(esse texto)
  4. hash do sorteio = SHA256(semente + "::" + hash da lista)
  5. Esse hash final alimenta um gerador determinístico: para o número n da sequência, calcula-se SHA256(hash + ":" + n), pegam-se os 13 primeiros dígitos hexadecimais e divide-se para cair entre 0 e 1.
  6. Com essa sequência roda-se um embaralhamento Fisher-Yates — o método clássico, que trata todas as ordens possíveis por igual.

Nada disso roda em servidor nosso. A aba de verificação refaz o cálculo inteiro no navegador de quem confere, inclusive sem internet. Se o resultado bater, o sorteio é aquele; se não bater, alguma coisa mudou — e o código que não bate diz qual.

Honestidade

O que o comprovante não prova

Uma prova que promete demais não é prova. Então, com todas as letras:

O comprovante provaO comprovante NÃO prova
Que o ganhador saiu desta lista, por este cálculo, com esta semente.Que a lista contém todos os comentários do post.
Que a lista não foi alterada depois — qualquer mudança quebra o hash.Que não havia perfis falsos entre os participantes.
Que ninguém escolheu o nome a dedo, se a semente foi publicada antes.Que o prêmio foi entregue.
Que qualquer pessoa chega ao mesmo resultado refazendo a conta.Que o sorteio cumpriu as exigências legais aplicáveis.

Quando a lista foi colada à mão, o comprovante registra isso — e a frase acima muda de "todos os comentários" para "esta lista", que é o que ele de fato garante. Dizer menos do que se prova é o que faz a prova valer.

Dúvidas

O que costumam perguntar

O participante precisa entender de tecnologia para conferir?

Não. Ele cola os códigos numa tela e lê "confere ✓" ou "não confere". A explicação técnica fica disponível para quem quiser ir fundo, mas não é obrigatória para usar.

Vocês poderiam trapacear se quisessem?

O sorteio acontece no navegador de quem organiza, não no nosso servidor — nós não vemos a lista e não temos onde mexer. Ainda assim, a resposta boa não é a nossa palavra: é o fato de que a conta é padrão público e pode ser refeita por fora, com qualquer ferramenta de SHA-256, sem passar por nós.

E se eu perder o comprovante?

Guarde-o junto com o post do resultado: é um arquivo pequeno. Como não mantemos banco de dados de sorteios, não temos cópia — e essa é justamente a razão de a sua lista de participantes nunca ter saído do seu navegador.

Isso tem validade jurídica?

Não fazemos essa afirmação. O comprovante é uma prova técnica forte de que a apuração corresponde à lista publicada, e serve muito bem para resolver discussão pública. Se o seu caso exigir valor jurídico formal, converse com um advogado sobre ata notarial.

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Outros guias

Faça um sorteio e veja o comprovante

Dá para testar com uma lista de brincadeira agora mesmo, só para ver a prova nascer.

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